- que dúvida você tem de que acabou!
- que ainda te amo?
- e você acha que acredito!
- sim?
- espera. quem está fazendo perguntas aqui!
- você?
- …!
- …?
@imaginariamente
- Por fim, acho que reclamar dos caras que me colocam pra baixo é minha zona de conforto. E você é bom demais, entende?
- Quer que eu te maltrate um pouco?
- É… não rola!
e tem aqueles dias que vc quer fazer logo tudo aquilo que de repente vc ve que jah deveria estar fazendo sabe e esta ali perdendo tanto tempo e vc quer fazer tudo aqui agora mas ja sao duas da manha e como eh que vc vai dormir agora eu nao sei mas talvez sei la seja uma boa ideia anotar porque ideias chegam com pressa e somem de repente
o menino abriu os olhos,
os da mãe se marejaram.
mes que vem já joga bola,
tem história pra contar.
ela disse “tem uma coisa… eu tenho um filho novo. nasceu pra me iluminar. só me entrego a quem lhe aceita. e só se o menino aceitar”.
a história é contada por quem vence
com a lembrança, pelo visto, é o inverso
ou talvez esteja certo
quem venceu foi a derrota
um ano não acaba assim, do nada. são trezentos e sessenta e cinco dias preenchendo nossas entranhas, cavando a nossa pele, deixando suas marcas, profundamente. a gente ri, a gente chora, quando um novo ano chega, e aquele vai embora.
você já teria uma história inteira, da mitologia ao carnaval, um mito e uma valsa. você se chamaria Eurídice, filha, caso você existisse.
eu quero fazer tudo. pra abraçar meu mundo, ter que abrir os braços. cultivar aquilo que me alimenta. pra que um dia eu torne quem eu realmente sou.
“coloca aquela do morphine”. “qual, the night”? “é”. precisava falar mais alguma coisa? lógico que não.
-dia pragmático. reunião, meta, cota, entrega, cliente, liga, atende, vai e volta… me conta uma história, vai. uma de mentirinha.
ele é peixe livre dos oceanos. ela é um aquário, caprichosamente preparado para que ele nade, iludido e feliz, em sua prisão particular.
-penso em ti o tempo todo. não posso mais viver sem sua presença. e por fim, te amo. -não tá muto meloso? -é, talvez. coloca te adoro.
e só falaria no presente do indicativo. se acaso o futuro trouxesse a lembrança que outrora doía, diria “é passado, passado imperfeito”.
era dia daqueles que lágrimas batem na porta das pálpebras e querem vazar por qualquer tristezinha a mais.
ele adorava vê-la distraida, com o vento bagunçando seus cabelos. ela amava aquela dislexia dele ao falar enquanto dirigia. love trip.
tremo todo se chego no centro da festa e se todos me olham e aguardam um aperto de mão. um passo atrás, um oi geral. essa técnica, genial!
oi. tudo bem? pode falar? não, tá tudo bem. liguei só pra… não sei, deu saudades. outro dia te vi no shopping. NÃO, NÃO TAVA TE SEGUINDO!
oi tudo bem quanto tempo saudades o que tem feito de bom eu estou bem vamos marcar alguma coisa com certeza ok me liga um beijo tchau
-Adoro cheiro de pipoca. -Detesto! -Amo seu mal-humor. -Odeio seu bom-humor. -Tem casal mais perfeito? -Infelizmente não!
Porque eu acho mesmo assim que cerveja é uma coisa amiga, sabe. Uma coisa assim… tranzcedental! Eu… -Bem, chega! Vem, vamos embora!
Então é isso. Veja, não quero te magoar, mas acho que chegou o momento de te dizer isso. Sabe, pensei tanto e HEY! VOCÊ TÁ ME OUVINDO?!
Dez anos depois do adeus se esbarram, bêbados, num baile do interior. Sabe, quando estamos bêbados, o mais improvável pode acontecer.
Noite longa, verão matando, janela aberta, cama pequena, “turn your lights down” tocando e aquela fumaça no ar. Hoje promete.
Era a última dança. Nem música havia. Só o silêncio, o eco dos passos, músicos comendo, pessoas indo embora e uma história terminando.
No grande baile da vida, Sentindo o gosto da queda. Só percebeu o apogeu do sonho, No iminente fim da festa.
E a poesia sai sem rima. Conto pobre sai sem métrica. Crônica é essa situação. Coluna policial!
Pela janela de vidro do décimo andar vejo a cidade vermelha, procurando. O que a luz do sol deixou pra trás, agora brilha e se faz ver.
Aquelas mãos bem feitas abriram a bolsa à procura de algo, mas logo demonstraram a falta de intimidade com o continente do pacote.
contribuição do Victor Gouvea
-Casa comigo? -Fica quietinho. -Caaasa, comigo! Vozê éa mulherda minha vida! -Senhor, vou acabar errando na injeção. -Tuudo bem, amor.
-Eu não danço. -Mas quem não dança, dança, né?. -É, hahaha. -Então te acompanho. A gente fica aqui, parados, dançando juntos. -Gostei.
Com tato, ele a pega pelo braço. Ao som da valsa triste, firme o passo. Sussurrando, ela diz “sou tua. Sou nua, por baixo deste véu”.
Não tinha ligado pra mãe, dado atenção à mulher, buscado o filho, agradado o chefe e agora esse mendig… “tá aqui amigo, prum café”.
Ele se derretia todo vendo-a mentir. Sua traição era irrelevante perto do esforço para acobertá-la. Mentiam, mais unidos do que nunca.
Se olhasse pra cima, era verdade. Se olhasse pra baixo, tava mentindo. Mas ela me olhava, fixamente. E eu não sabia o que fazer.
Em castelhano, o sangue é feminino. A cor do tango é o vermelho. O vinho leva vinte anos pra se domar. No frio, os lábios ficam macios.
o ponto final é só o começo, pra quem não se sabe quando parar, que palavra escolher, qual ponto usar. exclamação? Interrogação!
vírgula, esse objeto estranho que só quem não precisa sabe usar. uso quando respiro, abuso quando suspiro, esqueço quando transcendo.
a noite ilumina o que o dia não pôde ver. a dor escondida, amor proibido, vontade velada, dançar sem vergonha, sonho de criança.
o neon intermitente ilumina a face oscilante. passos vacilantes trombam postes reticentes, que não iluminam nada. nem a sua desilusão.
-não consigo -deixa! amo olhar seus olhos! -parece que me vê por dentro! -vejo mesmo! -o que? -um bobinho apaixonado. -olha! ve mesmo!
As mãos sustentam pés, pisam em outras mãos, que também apóiam as solas nos chãos – Chãos de solas, de outras mãos.
O som da evolução, sai do atrito da mão. Da mão na corda, da corda, o som. Acorda a canção.
Odeio lavar louça. Você NUNCA lava. Por isso. Podia me ajudar, né. Pago pra não lavar. Então pague. Pago com beijos. Meu troco é sabão!
-Se mata! -Me esquece! -Eu? nem te ligo! -Então tá. -Então ok. -É. -É, fica assim, então. …… -Que merda, te amo! -Porra, eu também!
era especialista. sabia quase tudo sobre quase nada. correu sozinha e venceu na vida. morreu pobre. tão pobre, que só tinha dinheiro.
se a vida é foda, o tempo é curto, caminho é longo, inês é morta, a morte é viva, o amor é pouco, mas inda resta… vem cá!
quanta coragem é preciso para amar? mais do ele pensava que tinha, menos do ele guardava no peito, exatamente aquela, daquele beijo.
chega. vou me embora. pra casa, pra nasa, pra onde a lava derreta a certeza que o nada persiste e a vida insiste em reter a minha sorte
é, no inverno de londres, ver que o sol ainda nasce. do cimento, brotar uma flor amarela. meu sorriso na face, só com a presença dela.
Se ela me matar, sobrevivo. Se atirar, deixo. Se brigar, aceito. Difamar, relevo. Me trocar, resisto. Mas se ignorar, é certo, morro!
da sua masturbação mental, o gozo saia amarelo e fedido. era o pus, do seu ego inflamado.
E se desse errado? E se ela não olhasse, não reconhecesse? E se reconhecesse, passasse reto, nem notasse? É! Acho que vou desist.. -Oi!
E ele corria. Corria e fugia. Fugia e corria. Neste momento ele só tentava se lembrar do que fugia. E se precisava, realmente, correr.